No Carnaval, o sexo entra em Black Friday e o demônio faz a festa

A piores notícias que nos podem chegar são aquelas que anunciam que o ser humano se lança ao precipício moral como se celebrasse o seu próprio fim. Vamos aos fatos e depois às elucidações.

1. NOTÍCIA

Os postos de saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) irão ofertar pílulas do dia seguinte e distribuir 2 milhões de preservativos nos circuitos do Carnaval de Salvador.

(…) O “Programa Fique Sabendo”, que incentiva a detecção precoce de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’S) também fará atendimentos durante a folia. Nos postos espalhados pelos circuitos, serão oferecidos atividades de prevenção, monitoramento e controle das epidemiologias. (Fonte: Correio24horas)

2. ELUCIDAÇÕES – Métodos preservativos e anticoncepcionais na doutrina da Igreja

Os métodos desta natureza são contrários à finalidade da própria sexualidade humana que foi estabelecida pelo Criador para exercer duas funções simultaneamente: a procriação e a complementariedade do casal.

Ademais, o sexo deve ser praticado somente por aqueles que foram abençoados por Deus pela união matrimonial, que é um sacramento indispensável aos casais cristãos que buscam uma vida de fé autêntica. É por esta instituição sacramental que a sexualidade é vivida de modo legítimo perante Deus e seu divino mandamento.

Portanto, o sexo vivido sem a sua finalidade e sentido verdadeiros e alienado da instituição matrimonial constitui matéria de pecado grave, isto é, mortal.

O cristão deve ter isso bem claro: sexo não é brincadeira. Sexo não é diversão. Sexo é uma missão para pessoas responsáveis.

Consequências nefastas

O uso de meios preservativos estimula o sexo antes e fora do casamento ao simular uma falsa sensação de segurança mediante a pratica banalizada do sexo. Daí a juventude, por exemplo, se sente mais a vontade para viver esta experiência sem se preocupar com maiores riscos.

Os riscos em si já chamam as pessoas a uma espécie de prudência e equilíbrio. Mas a anulação  destes riscos na consciência da pessoa por essa falsa segurança as estimula levando muitos a se sentirem a vontade de o fazer, e acabam se pondo não só numa condição de pecado grave, mas também ainda incorre em riscos de doenças venéreas mesmo que eles sejam diminuídos.

Em síntese, a camisinha além de contrariar o fim procriativo que deve ser almejado pelo sexo, próprio de uma relação marital, também provoca no âmbito social um relaxamento moral para viver uma sexualidade sem regras.

Os anticoncepcionais entram na mesma linha de ação. Contudo, mais agravado é o pecado, uma vez que em maior grau de ação se procura evitar a procriação por uma técnica artificial mais invasiva ao funcionamento do organismo da mulher. É um atentado grave contra a dignidade da pessoa humana, não só da parte das mulheres que os consome para evitar a gravidez, mas em algumas ocasiões até mesmo contra o óvulo fecundado, que já é uma pessoa humana. Pois hoje todos os anticoncepcionais tem um efeito abortivo por garantia quando, não atingindo o primeiro objetivo, que é evitar a fecundação, evita-se por fim a nidação da parede uterina, o que levaria um óvulo já fecundado ser abortado.

A pílula do dia seguinte

Ela em muitos casos é tomada como se fosse uma espécie de contraceptivo. Muitas mulheres até por ignorância assim pensam. Porém esta pílula é abortiva pois descarta o óvulo já fecundado. Todos os princípios morais elencados sobre os meios preservativos valem também para esse instrumento, sendo que este tem o agravante do aborto para os casos de ter realmente acontecido a fecundação do óvulo.

O Carnaval: palco de doenças morais e sociais

Quando as políticas públicas e as ONGs investem nesses métodos entram em evidência duas coisas: o Carnaval é marcado por uma prática banalizada da sexualidade e os governos e instituições estimulam tudo isso através de diversas garantias com o uso do dinheiro público dando aos cidadãos gratuitamente meios preservativos e anticoncepcionais.

Nessas ocasiões, se usa aquela velha falácia do “caso de saúde pública”. Na verdade, tais instituições tratam os seres humanos como se fossem bichos irracionais que não conseguem controlar seus instintos e viver equilibradamente a sua sexualidade. Ao invés de estarem ajudando a saúde publica, estão abrindo mais um ciclo de doença moral e social tirando a racionalodade das relações ao induzir a massa a pensar que com segurança podem apelar em tranquila paz às suas paixões carnais e seus pecados capitais.

O turismo sexual

O que ganham os governos com o estímulo ao sexo? Muito dinheiro com o turismo sexual que rola à solta e em plena luz do dia em nossas cidades. É a prostituição a nível público e institucionalizado. Afinal, o Carnaval é a Black Friday dos Bumbuns.

Se vende a imagem do Brasil como o país do Carnaval para outras nações, o país de “carne” boa e barata. Daí muitos vêm aqui em terras brasileiras nesse tempo para devorar seus produtos sexuais em grande variedade.

Um país do bumbum, sem moral, sem ética, visto como prateleira de selvageria e que está muito longe de ser repeitado pelos homens do primeiro mundo que, quando ouvem falar do Brasil, só lembram de sexo e diversão.

Tempo de crise ou tempo de festa?

Fora isso, é lamentável contemplar como a nossa gente está mergulhada em alienações e divertimentos. Em tempo de crise, quanto dinheiro esbanjado no Carnaval, ainda mais correndo o risco de não ter no caixa o retorno de outros anos!

É um país levado por moleques que ainda brincam com seu próprio futuro, que não sabem os talentos que têm nas mãos para elevar esta Terra de Santa Cruz a uma dignidade e prosperidade que muitas nações invejariam.

Enquanto for um país de fanfarrões, será um país de pobres morais, espirituais e, por consequência,  de grande pobreza material, pois pouco se investe no que se deve.

Por fim, a primeira pobreza que o país tem que resolver está na sua “alma”: é a carestia moral e espiritual, que inclusive é exposta numa grande vitrine em toda sua pujança durante o Carnaval.

O papel dos cristãos

Sem dúvida, a missão dos cristãos é ir na contra-mão da história e ajudar o mundo a perceber as suas fraquezas através de seu testemunho por excelentes virtudes.

Como diria Chesterton: “Um corpo morto é levado pela correnteza, mas um corpo vivo nada contra ela”. Os cristãos vivos em meio a este vale de sombras que nadem contra as correntes da mudaneidade para ajudar a salvar o mundo do seu deságue para a morte e destruição. Se é que estamos vivos, demos a vida pelo mundo e pelos homens despertando-os pela “verdade que liberta”.

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