Hoje faz um ano que padre Jacques Hamel foi martirizado pelo Estado Islâmico

Hoje se completa o primeiro aniversário do martírio do padre Jacques Hamel. Ele foi martizado por terroristas do Estado Islâmico durante a celebração da Santa Missa na paróquia de Saint Etienne du Rouvray,  localizada na França, no dia 26 de julho de 2016. Foi cruelmente degolado aos pés do altar. E ali uniu o seu sacrifício ao de Cristo.

Aquela foi uma missa que não terminou, mas onde o sacrifício de Cristo foi celebrado através do sangue de mais um mártir, que por assim dizer, foi o primeiro do Ocidente neste século XXI.

Dia de celebrar, fazer memória

É mais que um dia para lembrar a dor daquele dia que passou há um ano atrás de ter perdido um irmão de modo tão trágico, é mais que um dia para lembrar de como tem causado sofrimento o terrorismo no mundo afora. Na verdade, é tempo de celebrar a fé testemunhada por este irmão através do martírio, de dar ação de graças por ainda no século XXI haver homens com esta vocação de testemunhar a fidelidade a Deus no derramamento do sangue.

Fazemos memória do que a tradição já nos ensinou: “O sangue dos mártires é a semente de novos cristãos”.

Num ato de comunhão entre nós, deixo o convite a trocarmos nossas fotos de perfis mais uma vez pela Cruz que ficou como marca desse grande dia. Basta fazer o download da imagem a seguir e colocar no perfil de Whatsapp, Facebook, Twitter, etc.

O sacrifício oferecido de um sacerdote fiel

Os paroquianos de Saint Etienne du Rouvray relataram como o padre Jacques Hamel, martirizado pelo ISIS, deu a sua vida incansavelmente a Deus e aos necessitados.

O assassinato a sangue frio de Jacques Hamel pelas mãos do terrorismo islâmico chocou os moradores de Saint Etienne du Rouvray, que relataram à mídia francesa como era este padre católico que em 86 foi um exemplo de dedicação à Igreja. “Ele dirigiu a minha catequese e minha preparação para o casamento, em seguida, assumiu a educação religiosa das minhas filhas”, disse Arnaud Paris, 44 anos, e morador da cidade. Como ele, muitos outros moradores de Saint Etienne du Rouvray conheciam bem este padre, que os tinha acompanhado como pastor em sua jornada espiritual e também em tempos difíceis.

Alguns habitantes desta cidade francesa lembram dele como um padre com quem se podia contar nos bons e maus momentos. “Eu sempre fui vê-lo. Ele me ajudou durante a minha quimioterapia e depois o meu marido”, ela disse à AFP Martine B.

“Ele era um homem apaixonado pelo que ele fazia. Surpreendia a todos com o seu dinamismo”, disse o vigário geral da diocese, Philippe Maheut, entrevistado algumas horas após o ataque terrorista.

O pároco de Saint Etienne du Rouvray, que no momento do ataque estava na Polônia, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude disse ao Le Figaro que Jacques Hamel era um homem muito corajoso e que preferiu continuar servindo aos outros antes que aposentar-se “porque ele ainda sentia-se forte”.

Da paróquia de Saint Etienne du Rouvray destacam-se sua simplicidade e austeridade com a qual ele viveu. Além disso, como registrado pelo El Mundo, ele surpreendeu a todos mantendo um ritmo de trabalho, apesar de sua idade avançada. Aos 86 anos, quando perguntado se ele não preferia se aposentar, ele respondeu: “Você já viu um padre aposentado? Vou continuar trabalhando até o meu último suspiro”.

O padre Augusto Moanda-Phuati, descreveu ao Le Figaro seu parceiro como “um padre corajoso” que não iria se aposentar porque ele alegou que não havia padres suficientes e que ele poderia continuar a trabalhar e servir a Igreja.

Ordenado em 1958, Jacques Hamel celebrou em 2008 o seu aniversário de 50 anos de sacerdócio e continuou a apoiar ativamente o trabalho da paróquia de Saint Etienne du Rouvray. Nos últimos anos, este padre havia promovido o diálogo inter-religioso com a comunidade muçulmana, que construiu uma mesquita em terreno doado pela Igreja Católica.

No entanto, apesar de seus esforços para alcançar o diálogo entre cristãos e muçulmanos, finalmente, este padre morreu mártir, vítima do terrorismo da jihad islâmica e da barbárie, sacrificado no mesmo altar onde celebrava a missa todas as manhãs.

De acordo com a história de uma das testemunhas do ataque, irmã Danielle, os dois jihadistas forçaram o padre a ficar de joelhos, ele tentou se defender e foi morto enquanto seus carrascos gravavam o vídeo do assassinato.

Eles gritavam: “Vocês cristãos nos oprimem”, recorda uma religiosa, que ademais também disse como os terroristas deram um sermão em árabe antes de acabar a sangue frio com a vida do sacerdote. “Foi um padre extraordinário, isso é tudo que posso dizer. Padre Jacques era um grande homem”, diz a irmã Danielle.

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