Gilmar Mendes junto com membros do TSE prepara censura às religiões para as eleições de 2018

Ontem, 9 de março, Gilmar Mendes lançou a público idéias preocupantes que andam em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E não! O ataque dessa vez não será feito contra os corruptos, o que deveria ser um serviço em operação 24h no Brasil. “Pois que descansem em paz”, pensam os seus amigos dos tribunais superiores, afinal o Congresso não pode acabar nem a República inteira cair. Não, não se trata da cassação de seus queridos políticos. Trata-se de pôr amarras nos homens da fé afim de controlar as suas opiniões sob a ameaça de punição por meio de leis eleitorais.

“À agência Reuters, o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, afirmou que há um uso da religião para influenciar as eleições. Neste caso, não se trata apenas de uso dos recursos financeiros das igrejas, mas da própria estrutura física dos templos”.

Parece apenas uma iniciativa justa para impedir o finaciamento de campanha da base evangélica aos seus candidatos “com um dinheiro de difícil fiscalização”, como diz o próprio Gilmar, ou de evitar a politização dos ambientes religiosos, todavia somente um ingênuo cairia nessa. O efeito colateral também está sendo pretendido, ou não foi calculado? Certamente pretende-se que católicos, evangélicos e qualquer um outro ministro de fé que ouse mexer com as consciências na instrução moral possam ser reprimidos vindo a ter que se excusar de seu dever religioso por força de lei.

“Atualmente, a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso tem 181 deputados e quatro senadores participantes. Na Câmara dos Deputados, a bancada evangélica em 1998 era composta por 47 deputados. Em 2014, foram eleitos 80. Segundo o IBGE, os evangélicos representam 22% dos brasileiros”. A bancada católica anda também em ascensão estabelecendo fortes alianças com os evangélicos em diversas pautas políticas.

Onde então está a fonte de toda preocupação? A crescente presença cristã no parlamento que é um incômodo sem precedentes para os progressistas e qualquer representante de idéias liberais. Este aumento vem atrasando os seus avanços em questões que para essa gente são cruciais à sua agenda.

Já não bastava querer retirar de cena o deputado Jair Bolsonaro, um dos presidenciáveis mais estimado entre os grupos conservadores cristãos, e que para outros é ao menos considerado um mal menor, agora querem abrir outra frente de combate às novas tendências que emergem no mundo político.

Ora, os partidos cristãos bem como os políticos que vem de seus berços religiosos perderiam força, pois se as igrejas permanecerem caladas, faltará em muito a instrução moral para apontar os políticos liberais que vão contra seus princípios e nem mesmo apresentarão o mal menor possível a julgar por seus valores, o que também é um direito da consciência religiosa, e não necessariamente ditos os candidatos nominalmente, mas que a eles se cheguem por princípios desta instrução religiosa. Ou seremos obrigados a calar a nossa fé, valores, opiniões e o direito constitucional da liberdade religiosa?

Estamos vivendo tempos sombrios na política brasileira. Existe um conluio de corruptos e liberais das mais altas cortes para sobreviverem todos juntos em suas maquinações, seja por cumplicidade, ou por amizade. O cenário já insinua os traços de uma ditadura por “leis democráticas” e “juízos levianos e injustos” dos tribunais que vão consolidando aos poucos um sistema totalitário, no qual sobrevive a ordem dos corruptos, que majoritariamente são compostos de progressistas e materialistas, diversos deles inclusive envolvidos no projeto de aparelhamento do Estado democrático da esquerda brasileira.

Então, que Gilmar fique avisado que ao mexer com a religião pode estar calculando errado os riscos para os seus afilhados políticos arreligiosos. Pois será um campo de batalha bem assustador, uma vez que não só padres, bispos, pastores e líderes espirituais são responsáveis pela instrução moral dos cidadãos, mas hoje existe uma atuação fortíssima dos leigos protagonistas da fé, jovens e adultos bem informados com marcas de milhões de seguidores, estes que não gostarão que os amigos da fé sejam censurados naquilo que eles mesmos concordam e propagam.

Gilmar mostra-se um homem dos anos 80, que pensa que a Igreja é uma instituição meramente física e presencial. Ele só se esqueceu de um fator, que nesse mesmo instante a religião já está indo além de seus espaços físicos e milhões de seus fiéis, que em seus dias úteis não estão reunidos em templo, estão compartilhando, reagindo, opinando a partir de sua fé seguida 24h para além dos muros sagrados que ajuntam seus filhos a cada domingo em torno de um pastor. De tal modo, hoje para controlar a religião em suas operações teria que controlar o mundo da informação inteiro, o que certamente um ministro ou mesmo um Congresso será insuficiente para o fazer.

Muitos já tentaram. Até Napoleão tentou vencer a invicta anciã fé de dois mil anos. Nós porém de pé, Napoleão sepultado com seus sonhos que viraram pesadelos.

O que não compreendem é que a religião sempre será comunicação, e quanto mais punida e censurada, mais valiosa e atraente torna-se.

Então, se quiser, faça o favor de ajudar e nos dê motivos. Estamos no aguardo.

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