Câmara dos EUA decide tornar permanente o não financiamento do aborto

WASHINGTON, D.C. – 25 jan, 2017 – A Câmara dos Deputados dos EUA decidiu ontem, dia 24, com 238 votos contra a minoria de 183 parlamentares proibir permanentemente o financiamento do aborto através dos impostos dos contribuintes.

O No Taxpayer Funding of Abortion Act (HR 7), introduzido pelo Representante Chris Smith torna a chamada Hyde Amendment permanente. Até agora, a emenda, que proíbe que o dinheiro federal seja usado para financiar abortos através do Medicaid, havia sido sujeita à renovação anual.

O Instituto Charlotte Lozier estima que a Emenda Hyde salvou mais de dois milhões de vidas desde que foi promulgada em 1976.

Uma pesquisa de janeiro de 2017 do instituto Marist revelou que 61% dos americanos não apoiam o uso de recursos financeiros dos impostos para pagar abortos.

A Fundação Não Contribuinte do Aborto também remove o financiamento do aborto do Obamacare enquanto os legisladores estudam modos de rever as ordens executivas de Obama sobre as leis da saúde.

De acordo com o Government Accountability Office (GAO), cerca 1.036 planos do Obamacare vendidos em 2014 incluíam o aborto sob demanda. Outros planos Obamacare faltam com a transparência sobre o seu financiamento ao aborto.

Alguns democratas tentaram defender que Obamacare não financia abortos, o que Smith refutou com estatísticas GAO. O deputado Dan Kildee queixou-se que a HR 7 “está indo muito além” da Emenda Hyde. Outros defenderam a Planned Parenthood e anunciaram que haviam participado da Marcha das Mulheres em Washington em seus discursos contra o projeto de lei.

Os membros pró-vida do Congresso apontaram que a legislação simplesmente torna permanente o que já é renovado anualmente pelo Congresso, e que permite a transparência na cobertura do aborto nos planos de saúde.

A republicana Liz Cheney criticou aqueles que usam a “marcha das mulheres” como uma maneira de dizer que falam por todas as mulheres, observando que as feministas pró-vida foram excluídas dela. Ela citou a 44a edição anual da Marcha pela Vida.  A republicana Diane Black também observou a hipocrisia da marcha das mulheres ao excluir as mulheres pró-vida.

A republicana Virginia Foxx, R-NC chamou o HR7 de uma “medida de senso comum.” A deputada Vicky Hartzler disse que estava “triste” ao ouvir seus colegas celebrarem o recente aniversário de Roe v. Wade e os chamou a rotular o aborto com a advertência de “cuidado” em vez de “tira a vida”.

A Casa Branca divulgou um comunicado dizendo: “A Administração apoia firmemente H.R. 7. Se o Presidente recebesse o H.R. 7 como na sua forma atual, ele assinaria a lei”.

Mais tarde, durante o debate do dia, os congressistas pró-vida focaram na humanidade de crianças pré-nascidas. “Tratam-os como tumores, verrugas para serem arrancados”, disse Smith sobre as crianças pré-nascidas.

“A única voz não ouvida hoje é a do bebê”, disse a deputada Martha Roby.

O republicano Trent Franks disse que a “verdadeira questão diante de nós” é “fazer aborto mata um bebê pequeno?” Se assim for, ele disse, então o aborto é o “maior genocídio humano” na história.

A representante Diana DeGette disse: “eu odeio” a Emenda Hyde e previu que a HR 7 falharia no Senado.

A republicana Jackie Speier levou as coisas mais além, sugerindo que Trump está escrevendo um “novo livro” da Bíblia, fazendo referência a um comentário de Trump no qual dizia ser a Bíblia o seu “livro favorito”. Speier comparou as ações de Trump durante a sua primeira semana de mandatos de um Deus mau, duvidando que “ele descansará no sétimo dia”.

A deputada Barbara Lee usou a sua oposição à HR 7 para reclamar que a reintegração de Trump na Política da Cidade do México “nega os cuidados de saúde que salvam vidas a mulheres em todo o mundo”.

A republicana Kristi Noembdisse que sua “esperança e sonho” para os americanos é que eles vão vir a perceber como as crianças são um dom de Deus.

“Precisamos tornar essas provisões permanentes”, disse ela, de codificar a Emenda Hyde.

Fonte: Life Site News

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