Rio de Janeiro – 18 nov, 2016 – A modinha de ocupação não andou colando muito na PUC-Rio. Depois de dias de ocupa ou não ocupa, e uma assembléia convocada por militantes, que teve uma ampla participação do alunado, não tanto porque a maioria queria a ocupação, e sim por conta da preocupação dos estudantes de continuarem a vida acadêmica normal, a tentativa de impôr uma agenda de ocupação foi um fracasso em termos de aderência e interferência na vida da Universidade.

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A animosidade que levou até a confrontos e tulmutos na assembléia, do dia 10/11 e 16/11, se deu pelo fato da discordância de uma maioria dos universitários em não querer esse tipo de aberração no local.

Na última assembléia, além dos militantes estarem prontos com sofás, colchões e barracas antes de decidir qualquer coisa pelo voto, o pessoal deu uma de King Jong-Un dizendo que ia ocupar mesmo que a maioria não quisesse. Aí a esquerda deu uma guinada da legitimidade democrática para a ditadura da minoria. Nada mais familiar.

Vida que segue…

As aulas continuaram normalmente para todas as faculdades, não existe impedimento nenhum para o funcionamento dos serviços universitários e a militância enquanto isso está brincando de cabaninha no meio do Pilotis da PUC. Será que nunca fizeram camping na vida e agora estão matando a vontade? Na verdade, acho eu que juntou a vontade de não fazer nada de útil vivendo desocupados com a fome de militar pela esquerda. Mas está feio esse negócio de fazer movimento com uma torcida pequenininha. Acaba ficando com cara de minoria mimada, sabe?

A falsa propaganda

A verdade é que eles conseguiram o meio gato-pingado necessário para fazer notícia como se tudo estivesse “tranquilo e favorável” para os ocupantes e estivesse tudo dominado pelos filhotes de King Jong-Un. Nada…

A reitoria e a vice-reitoria fizeram diversos pareceres que contestam a legitimidade da ação dos alunos que pretenderam tomar um lugar de direito privado em pleno fim do ano letivo, período tão crucial para milhares de alunos. Isso, somado a baixíssima adesão dos universitários, deu bug na iniciativa.

Uma receita de sucesso

Na PUC de Campinas a tentativa fracassou. A reitoria impetrou uma medida judicial contra os alunos que planejavam a ocupação, estes que foram intimados por meio de oficial de justiça em plena sala de aula. E foram notificados que caso levassem isso a frente teriam que pagar mil reais de multa diária pelo desacato a ordem judicial. O problema lá estancou. Foi uma ação judicial cirúrgica, sem grandes problemas. Está aí uma receita de sucesso.

Haja paciência…

Enquanto isso estão lá os 20m² ocupados pela militância na PUC-Rio. De outro lado na mesma universidade, gente que trabalha, tem família, responsabilidades e vai à universidade para estudar continua indo e vindo tendo que contemplar uma triste cena de uma esquerda falida e histérica.

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