Padre perseguido pelo comunismo será feito Cardeal pelo Papa Francisco

Roma – 09 out, 2016 – O padre Ernest Simoni, 84 anos, será feito Cardeal pelo Papa Francisco no último consistório de 2016 devido a sua vida heróica no ministério sacerdotal. É possível, mas rara uma nomeação desse tipo. Ela, a saber, não destina-se somente aos bispos. O cardinalato já foi recebido por outras categorias eclesiásticas como um serviço e auxílio no governo da Igreja

Para entender, lembremos da história ocorrida em 2014 e noticiada pela Aci Digital quando entre lágrimas, o Papa Francisco estreitou um forte abraço ao sacerdote Ernest Simoni, um dos últimos sobreviventes da terrível perseguição comunista na Albânia. O padre Enest foi encarcerado em condições desumanas e se livrou da pena de morte que sofreria devido à sua fidelidade à Igreja e ao Sucessor de Pedro.

Durante sua visita a Tirana, o Papa Francisco teve um encontro na Catedral de São Paulo com os sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e movimentos leigos da Albânia, onde escutou com atenção o testemunho do Padre Simoni.

O presbítero relatou que em dezembro de 1944 começou na Albânia um regime comunista ateu que buscou eliminar a fé e o clero com “prisões, torturas e assassinatos de sacerdotes e leigos durante sete anos seguidos, derramando o sangue dos fiéis alguns dos quais antes de ser fuzilados gritavam: ‘Viva Cristo Rei!’.

Em 1952, as autoridades comunistas reuniram os sacerdotes que sobreviveram ao regime e ofereceram a liberdade em troca de distanciar-se do Papa e do Vaticano, proposta que estes jamais aceitaram. Assim, o Pe. Simoni relatou que antes de ser ordenado sacerdote estudou com os franciscanos por 10 anos desde 1938 até 1948, e quando seus superiores foram fuzilados pelos comunistas seguiu seus estudos clandestinamente.

O cardinalato carrega consigo as insígnias do martírio. É significativo o padre ser nomeado em tais circunstâncias. As suas insígnias serão certamente o símbolo também do sangue de seus irmãos derramado pela fé. Pois seu sacerdócio comunica uma trajetória de martírio diário pela fé, dele e dos que morreram pelo testemunho tão proximamente a ele.

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