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"Por causa do Evangelho vão nos levar aos tribunais", alerta o arcebispo de Pamplona

ESPANHA – 19 ago, 2016 – O arcebispo de Pamplona criticou a imposição de ideologia de gênero e salientou que a humanidade não é uma mercadoria que pode ser usada ao capricho das ideologias que são “escravizantes e destrutivas”.

Dom Francisco Pérez González, Arcebispo de Pamplona e bispo de Tudela, em uma entrevista InfoCatólica alertou sobre as ideologias tais como a do gênero impostas como libertadoras, quando na verdade elas estão escravizando e destruindo.

O arcebispo de Pamplona advertiu que a liberdade de ensino está ameaçada nos dias de hoje por leis arbitrárias que pretendem impor a ideologia de gênero nas salas de aula como denunciaram os bispos de Getafe e Alcalá de Henares.

Pérez González lembrou também em referência às críticas que vêm daqueles que se atrevem a questionar os dogmas do átrio gay- que “a Igreja busca o bem comum, mas também ilumina quando há situações que falseiem ou impedem a verdadeira antropologia”.

“Para defender o evangelho, podemos chegar a momentos que nos levarão aos tribunais”, alertou.

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Segue a entrevista dada à InfoCatólica:

Você acha que as palavras do Papa são um convite para a Igreja denunciar e resistir a esta colonização?

Eu acho que o Papa Francisco convida-nos a discernir com a mente clara e em honra da verdade sobre o que está acontecendo hoje com a imposição da ideologia de gênero. E numa ocasião João Paulo II me disse que o relativismo seria tão forte que não só causaria uma série de desconfortos, mas muito sofrimento na sociedade. O relativismo é o resultado da ideologia de gênero e tudo na mesma substância. Bento XVI já disse que um humanismo sem Deus é um humanismo desumano. A humanidade não é uma mercadoria que pode ser usada e usada ao capricho das ideologias impostas como libertadoras, quando na verdade eles são escravizantes e destrutivas naquilo que é o mais essencial da antropologia humana.

Várias comunidades autônomas, a última foi a de Madrid, está aprovando leis em defesa da população LGBT, incluindo a introdução de ideologia de gênero obrigatória nas escolas. O que deve e/ou pode uma escola católica, cujo ideário é contrário à ideologia?

A mesma coisa que você deve fazer numa clínica ou hospital que está enraizada no Evangelho, onde não se pode, sob quaisquer circunstâncias, praticar o aborto. Em honra da democracia, e em respeito aos pais e aos ideais de uma escola católica, não se pode ser obrigado a submeter-se a outras ideologias contrárias. Primeiro de tudo se deve respeitar o seu exercício católico e não impor uma abordagem diferente. E este respeito pela liberdade.

Como você responde àqueles que acusam a Igreja de ser contra gays, lésbicas, transexuais e bissexuais por não aceitar a ideologia do gênero e a sua imposição às instituições educativas católicas e inclusive de assistência social?

No processo de todos os níveis de ensino, por seriedade científica genuína, você deve discernir o melhor em cada pessoa. A Igreja busca o bem comum, mas também ilumina quando há situações que falseiam ou impedem a autêntica antropologia. A própria natureza nos fala … você tem que ouví-la. E nós sabemos que quem se opõe à natureza (lei natural) sempre perde, porque ela nunca perdoa.

Alguns de seus colegas bispos estão a ser submetidos aos tribunais por defender a doutrina católica sobre este assunto. É pôr em perigo a liberdade religiosa na Espanha?

O que está em jogo é a liberdade de comunicar o que se mantém como verdadeiro. E Jesus nos diz “a verdade vos libertará”. E por causa dele, para defender o evangelho, eles podemos chegar a momentos em que nos levem aos tribunais. Somente os que ignoram a racionalidade podem cometer esses abusos.

Uma vez que essas leis estão sendo passados em diferentes partes da Espanha, você acha que é hora da Conferência Episcopal se pronunciar abertamente sobre esta questão?

O CEE tem documentos muito iluminativos (basta buscá-los na Internet) e podem ser verificados. Basta ler, por exemplo, “A verdade far- lhe livre” é uma instrução pastoral da CEE que fala sobre o clima moral no qual vivemos … a tolerância e a permissividade onde tudo é considerado objetivamente indiferente. Isso não nos impede de pensar sobre o que está acontecendo hoje e aplicar o critério de discernimento para evitar que hajam situações em que “se incentive a relativização, a indiferença e a permissividade absoluta”.

Fonte: InfoVaticana

Comentários

Comentários

2 Comments

  1. Anônimo

    Povo imitador , burro, parem de viver só fazendo o que DEUS não quer. Por isso que o Brasil está sofrendo agora, se vocês leigos, ateu , outras religioes , povo temente a DEUS, não ajudar para o bem vao todos pagar caro. Deus está vendo .
    Mude logo, urgente. , antigamente ninguém agia do lado do mal.
    Agora está virando uma bagunça .

  2. NANA

    Viver a verdade de Cristo e de Deus em todas as situações é o que nos libertará de toda falsa ansiedade.

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