Seria o terrorismo um acaso ou um castigo? Padre Matheus Pigozzo responde

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Rio de Janeiro – 02 ago, 2016 – O padre Matheus Pigozzo propõe uma reflexão corajosa dos eventos que estão ocorrendo pelo mundo afora. Não é possível ignorar o estado de coisas. O texto precisa ser lido, meditado e compartilhado.

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Terrorismo: Acaso ou Castigo?

O mundo assiste uma orquestração de terror, parece que o ocidente mordeu a maçã da bela adormecida e acordou ao som de tiros e bombas. Deveríamos todos nós, digo nós humanidade, sem polarizações e ideologias, sairmos do torpor do sono encantado e refletirmos sobre o que está acontecendo. Como sacerdote, faço minha reflexão!

É da cultura humana, e às vezes acho mais correto dizer que era da cultura humana, os pais corrigirem os filhos, não por ódio, mas como um gesto de amor, para que a criança crescesse ordenando seus impulsos para o bem, percebesse que não é o centro do mundo, soubesse se compader dos demais e aprendesse a evitar o mal que não é o que se apresenta ser. Mesmo que pareça estranho, por termos sido embalados pela cantiga de uma religião “paz e amor”, Deus, como Pai, pode permitir que o homem colha as consequências de seus atos e sofra um castigo para que se emende e busque o rumo certo.

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O mundo virou as costas para Deus! Entrou por sua própria decisão no que chamava Bento XVI de – “Eclipse de Deus”. O Criador foi tido por sua criatura como um intruso, virou somente uma das palavras do dicionário ou um recalque ou projeção psicológica. Seus mandamentos e sua Igreja foram desprezados como se fossem uma invenção humana antiquada e repressora. O homem se colocou no lugar de Deus, declarou que não precisa mais d´Ele, se maravilhou de tal modo com sua própria técnica que descartou a necessidade de se ter Deus. Suas armas são sua proteção, sua medicina é sua vida, seus computadores são sua onipotência.

A consequência de sua indiferença foi sua oposição ao sagrado. Nada poderia ser divino a não ser ele mesmo! Quantas profanações aos lugares sacros! Quanto desrespeito à lei natural com a anticoncepção, as uniões ilegítimas e antinaturais e o aborto! Quanto relativismo! E dentro da Igreja? Quanta mornidão em nós! Quanta banalização dos sacramentos! Quantas heresias! Quanto protagonismo teológico em nossas universidades! Quanta corrupção e mundanismo dos ministros! Quanto relativismo dos leigos!

Será que com a barbárie desses radicais do terror, que invadem nossos países, receptam e doutrinam os nossos filhos que quase já nem sequer nascem, nós começamos a compreender que não somos deuses? Nossas técnicas não conseguem nos proteger! Nossa medicina não nos cura dos desastres! Nossos computadores onipotentes mostram-se aterrorizados diante da loucura radical! Quem poderá nos defender? A razão apartada da fé tem toda sua liberdade faz tempo! Será que teremos que invocar o invisível? Será que teremos que pegar nas inofensivas contas do rosário, como em Lepanto, para sairmos dessa?

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Ao falar em “razão”, como não lembrar da França? A filha primogênita da Igreja! A filha que se rebelou, que quis proclamar uma fraternidade sem o amor, uma liberdade sem a verdade e uma igualdade sem a justiça. Que quis gritar ao mundo que a fé, ao invés de ajudar a razão, era sua inimiga. Que também, com seu iluminismo, tentou apresentar à sociedade seu lampião, esquecendo que seu querosene evaporaria uns séculos depois!

Soube, que no vapor de sua revolução, invadiram uma igreja dedicada à Nossa Senhora, derrubaram a imagem da Mãe de Deus e colocaram uma representação da deusa razão! Soube que seu desejo revolucionário era enforcar o último de seus padres nas tripas do último de seus nobres. Recentemente, não só soube, mas vi imagens e reportagens, de duas de suas filhas que invadiram uma igreja e chegaram a um tal nível de audácia, impiedade, sacrilégio e abuso, que subiram no altar e urinaram sobre ele, não terminando aí, seus governantes, representando seu povo, não só absolveram as mulheres como processaram os guardas que as tiraram do recinto.

Será que a força do terror desses homens que querem suplantar a religião da Europa, religião essa hoje também rejeitada por ela, vai fazer-nos acordar para nos reconhecermos criaturas e não deuses? Será que mexerá com nossa forma de viver nossa fé muito light, ou passar a viver a fé se não a vivemos? O que aprenderemos com tudo isso?

Será que Deus está tentando nos acordar do sono fantasioso e aventureiro e nos trazer para a verdade e o verdadeiro bem? Será que saberemos fazer penitência de nossos pecados e nos abrir à fé?

Castigo? Não sei! Mas de correção nós precisamos. Que tudo isso nos leve a buscar o único e verdadeiro Necessário, nos faça mais santos, mais fraternos, mais solidários, mais humanos e menos deuses!

Deus nos defenda e nos converta!

Maria, Auxílio dos Cristãos, mais uma vez rogai por nós!

Autor: Pe. Matheus Pigozzo/ Fonte: Humanitatis

Comentários

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2 comentários sobre “Seria o terrorismo um acaso ou um castigo? Padre Matheus Pigozzo responde”

  1. Castigo de Deus? Penso que não . Mas consequência da ausência do sagrado nas vidas das pessoas, sim. Quando o homem se põe como um Deus, ele é passa a se achar a solução de tudo. Mas o homem sem Deus não tem a solução correta para os problemas. E erros vão gerando mais erros em casacascata. É o que estamos vendo. Se não houver conversão do coração caminharemos para a destruição total. Chegará a hora, e parece próxima, que só a intervenção divina, na qual o homem moderno não crê, deterá o caos. Quem viver verá .

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