A esquerda comunista está ávida pelo Rio pós-olímpico

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Quando vemos a aliança entre Molon, Jandira e Freixo para um segundo turno na corrida à prefeitura do Rio, fica descarado o batalhão da esquerda socialista-comunista no seu afã pela Cidade Maravilhosa em seu fortuito repouso pós-olímpico. Se bem que o carioca “não vem tendo mesmo onde reclinar a cabeça” nos últimos tempos, pois a falência do Estado é desoladora e preocupante em todos os sentidos para o nosso futuro.

Sabemos que os movimentos de esquerda e os seus partidos passam por uma crise tremenda depois da derrocada do PT, e eles estão lutando por sua sobrevivência política no cenário brasileiro. Para isso é necessário uma nova projeção de sua imagem e instalar-se a medida do possível nos menores distritos do poder, bem como presidências em câmaras, congresso, prefeituras, governos estaduais, etc. É a corrida maluca para trazer no futuro uma redenção para o projeto bolivariano, que parece perdido. Mas não se enganem: uma fera ferida, não é uma fera morta. Se descansarmos agora, logo tudo cicatrizará e ela vem com maior força ainda para vingar a sua ferida.

É verdade, o brasileiro já viveu bastante para aprender, ou estou enganado? Se estou, seria lamentável a falta de senso crítico de se dar conta de que este agrupamento é ideológico, não representativo do bem comum e dos interesses que importam à Nação e às famílias da sociedade, além de estar maculado com o atropelo das instituições sólidas do Brasil para fazer prevalecer suas idéias cubanas, venezuelanas, coreanas, marxistas, comunistas, infernais, em vista de seu projeto de poder.

Eis a chave para entendê-los: “poder e nada mais”, todo resto é relativo. Acaso, não é o bem que deveria tornar relativo o poder, e não vice-versa? E mesmo assim para um marxista “os fins justificam os meios”.

Sentar na cadeira da prefeitura do Rio de Janeiro seria uma chance de colocar a esquerda nos holofotes novamente com seus heróis com caras de mocinhos que não o são. E que vantagem pegar um caixa farto para fazer e acontecer a partir da herança de outrem, logo depois dizer que tudo foi sempre eles que o fizeram e estavam por trás de algum modo. O povo esquecerá e por fim acreditará. Políticos são muito hábeis nessa prática em dar nome e sobrenome ao que nunca teve um pingo de suor seu. Lembram daquele “nunca na história deste país”!? Então, “cara” – como diz um carioca autêntico -, vai acreditar na lorota dessa gente? Olha como este país está! De fato, como nunca!

Se o carioca não se atentar para estas eleições e não fizer tudo com bom juízo, vai chorar tão mais amargamente que agora chora com a falência do governo estadual.

O Rio de Janeiro é uma plataforma política importante para se dar a conhecer ao Brasil e ao mundo. É o lugar ideal para fazer com uma mão e com a outra acenar para os feitos: visibilidade, neste caso, é importante para o poder.

Alguém poderia me perguntar: mas então você já tem candidato? Sabe que ainda não! Estou refletindo, aguardando os próximos capítulos desse “Lava-Tudo”, as novas prisões, delações, denúncias e fundamentações que estão por vir. Contudo, de uma coisa tenho certeza: nunca votarei na esquerda, primeiro porque sou padre católico e procuro ser obediente a minha Igreja nas suas diretrizes sobre a Doutrina Social da Igreja, muito bem compilada e na qual se demonstra como abjeta toda espécie de marxismo e messianismo materialista ateísta; em segundo lugar, porque acompanho tudo desse mundo político sórdido e sou autêntico com os fatos que estão aí diante dos quais não posso trair minha consciência; em terceiro lugar, porque honro a honestidade ensinada pelos meus pais como valor indiscutível; e por último, por saber do histórico de tais pessoas que contrariam valores fundamentais de um homem de boa vontade através da defesa do aborto por alguns, da defesa da ideologia do gênero, das suas lutas contra os valores básicos de uma sociedade democrática e seu corpo constitucional. Temos contra estes muitas outras coisas habituais e rudimentares de suas mentes comunistas.

Sobre todos os motivos de um cristão não dar aval, e jamais ceder seu voto a um candidato da esquerda, deixo um link para fazer uma consulta acerca deste tópico da Doutrina da Igreja, que sempre falou de sociedade e política, e é mestra na verdade dos valores que norteiam a vida dos homens no seio da sociedade. Segue o artigo: A Igreja proíbe os fiéis serem adeptos do marxismo e do comunismo. Estes princípios devem ser seguidos obedientemente pelos batizados a partir da fé que tem na Igreja como voz de Cristo para o mundo.

Sem dúvida, vai ser a eleição mais difícil dos últimos tempos da nossa cidade, muito amada apesar de seus pesares. Teremos muito a falar ainda sobre as perturbações destes tempos de nossa “carioquês”. Talvez essa pitada crítica seja apenas o prefácio de meses de alertas necessários para os perigos à vista. “Orai e vigiai”.

Pe. Augusto Bezerra

08 de julho de 2016.

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Comentários

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2 comentários sobre “A esquerda comunista está ávida pelo Rio pós-olímpico”

  1. Em quem, nosso ilustre padre de direita Augusto… sugere que nós, povo católico, votemos?
    Pedro Paulo do PMDB, o partido que afundou o Rio com Sérgio Cabral, mais conhecido como “O espancador de mulher”?
    Crivela do Edir Macedo???
    Criticar quem trabalha e tem a vida politica limpa palmeada pela justiça e pelos direitos do povo, sem apresentar sugestões ou sem comprometimento com a vida pública, fica muito fácil …Por quê em vez de críticas descabidas e tanto radicalismo partidario, não nos trás sugestões e projetos que venham nos ajudar a mudar ou melhorar a vidas das ovelhas largadas e abandonadas à beira das estradas, ruas e becos do Rio?
    Não é esse o papel do verdadeiro pastor que tanto se prega nos púlpitos das Igrejas?
    A caminho de Jerusalém, alguns sacerdotes e levitas, parecem que continuam até hoje passando batidos…pelos pobres excluídos assaltados e feridos de seus direitos pelo capitalismo selvagem de direita…Talvez, ainda esperando por um bom samaritano Comunista…
    Viva nosso papa Francisco e todos os pastores fiéis a seus exemplos!
    Perdoe-me o querido padre Augusto, mas não senti nenhum “cheiro de ovelhas” em suas palavras infelizes e indignas para um ungido do Senhor.
    Sua Bênção.

  2. A Paz,
    Pe. Augusto Bezerra, deve estar existindo um grande equívoco nessa imagem plantada e inadvertidamente mal falada por critérios generalizados.
    Ao que tenho conhecimento, o candidato Molon é um cristão consciente e defensor do bem, o qual mantém o respeito pelo direito de consciência que cada fiel católico tem.
    A respeito da vida, afirmo que o candidato Molon é fiel aos princípios morais inteiramente compromissados com os interesses cívicos, morais e sobretudo cristãos.

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