Porta dos Fundos: o humor da intolerância e da cristofobia

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Rio de Janeiro, 02 jul 2016 – Você, católico, cristão ou ao menos um homem de boa vontade, pode verificar nos tempos atuais com que frequência passamos pelo escárnio público da fé sem nenhum tipo de punição e sob a chamada “liberdade de expressão”, ou ainda “liberdade artística”.

Os mesmos que conclamam a tolerância às suas escolhas ou àqueles que se opõem aos valores cristãos, caem na hipocrisia de serem intolerantes e ridicularizarem o credo alheio. Exigem o que não praticam. Enquanto o que exigem sempre foi praticado de quem se exige.

Somente num país como o nosso ainda nada foi feito criminalmente contra essa gente.

A falsa “liberdade de expressão”

Temos sim o direito de expressar-nos, é verdade. Contudo, somos responsáveis por tudo que dizemos, reproduzimos e fazemos. Isso não anula os deveres civis nem os da lei da boa convivência.

Ora, tais artistas e produtores devem saber que infringem o código penal e que podem ser processados a qualquer momento sob o artigo da lei:

CP – Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940

Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.

Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

A liberdade de expressão tem limite: em primeiro lugar, o bom senso e o respeito, e é exatamento disto que decorre a necessidade de leis que a delimitem devido aos excessos humanos.

A falsa “liberdade artística”

Consiste no mesmo direito constitucional da liberdade de expressão. Porém, a lei que garante um direito jamais deve se opôr a uma que ordena um dever cidadão universal dentro de uma sociedade. Ou seja, um direito não é dado legalmente para anular leis vigentes e que assim permanecem. Estas mesmas leis demarcam as fronteiras desse agir sob um direito concedido que precisa ser moderado por deveres.

O que fazer?

1. A curto prazo, o que já podemos fazer é boicotar tudo o que se refere aos programas de “comédia” que satirizam a fé cristã, bem como Porta dos Fundos, Zorra Total, e companhia ilimitada. Castigá-los com o desprezo a sua dita “arte”. Pois artista vive de público. Neguemo-nos a ver, ouvir e escutar. E façamos a contra-propaganda fortalecendo a opinião pública.

2. A médio prazo, podemos promover ações judiciais contra tais produtores organizando grupos de representação ou mobilizando-se junto às instituições envolvidas nas ofensas ou aos seus parceiros na sociedade que lutam e defendem seus direitos. E se alguém pessoalmente o que quiser, por si mesmo abra uma queixa-crime.

3. A longo prazo, promover outros grupos artísticos decentes que saibam ser profissionais éticos, destacá-los em mídias sociais e na opinião pública, compartilhar com amigos traabalhos dignos de respeito.

Só achamos que não podemos até quando o fazemos de modo resoluto. Muitos cristãos se sentem minguados diante dessas forças mundanas e não aproveitam os instrumentos legais e até mesmo de sua unidade para combater esse tipo de coisa.

Em meio ao caos, devemos nos comprometer com a Glória e a honra do Nome de Deus, santificando-o e exigindo respeito, tolerância e trato digno à nossa fé milenar de modo integral, sem que seja ultrajada e vilipendiada por quem não admite como verdadeira. Coragem e profecia!

Pe. Augusto Bezerra

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