Reverendíssimo padre Gilvander, se não está com a Igreja, não está com Cristo!

Hoje, dia 13, saiu na edição do Globo uma entrevista com o padre Gilvander Moreira, de Minas Gerais, membro da Ordem dos Carmelitas. O padre se posicionou contra a doutrina da Igreja defendendo ferrenhamente a postura do Supremo Tribunal Federal sobre o problema da união estável homoafetiva. Além disso, ousou defender o uso de preservativos e a prática homossexual. Com essa atitude o padre feriu os princípios da moral cristã claramente expostos nos documentos do Magistério da Igreja, e assegurados pela tradição apostólica. Além disso se deve ressaltar que a CNBB se manifestou clara e objetivamente contra a atitude do STF de reconhecer como constitucional a união estável homoafetiva. Nesse caso, o padre também está se opondo publicamente à CNBB.

Na entrevista, o padre consciente afirmou: “Vou ser reconhecido por quem é de mente aberta, e vou apanhar muito dos dogmáticos e conservadores”. Acaso, ele está pensando que a Igreja é uma frente parlamentar, que tem distintos partidos, e que nós escolhemos qual o melhor programa de partido, o mais agradável aos paradigmas conceituais pessoais, e com quem ficaremos no final das contas? Reverendo, quero dizer que a Igreja só prega uma Verdade, ela prega Cristo, e não tem partido ou grupos doutrinais sectários, e se existir, trata-se de uma anomalia, e vamos ser sinceros que infelizmente existem os que atuam desvirtuadamente às ocultas das autoridades eclesiásticas.

Vamos lá, caros leitores. A Igreja se opõe a prática homossexual, bem como ao uso de preservativos, ao aborto, e a toda relativazação moral existente, não por mero capricho, porque ela quer ser diferente, autoritária, preconceituosa, como diz o padre na entrevista, e é lamentável ver a má fé do referido padre em relação a conhecida postura da Igreja sobre o problema da homossexualidade. Ela se opõe a tudo isso porque recebeu dos apóstolos o depósito da fé, que apresenta todas as instituições fundamentais da vida religiosa e moral da Igreja. Esse depósito está inteiramente vinculado ao conteúdo da Divina Revelação a qual Deus proveu conter nas Sagradas Escrituras tudo aquilo que é necessário a salvação do homem. A Igreja, obviamente desenvolveu e aprimorou essas instituições fundamentais, no sentido de que as fez serem melhor entendidas pelos fiéis que recebiam esse depósito da Tradição, mas de modo nenhum alterou o conteúdo que lhe fora confiado pelos apostólos, esses que por sua vez receberam de Jesus Cristo tudo aquilo que seria fundamental para instituição da Igreja e da sua sacra doutrina. Com os séculos a doutrina foi enriquecida pelo inúmeros padres da Igreja, e pelo Magistério, ganhando as formas que hoje recebemos na sua catequese.

Para se ter a fé da Igreja precisa se sustentar fielmente nessas três dimensões da Igreja: Sagrada Escritura, Tradição e Magistério. Na Sagrada Escritura temos todo conteúdo da Divina Revelação que nos fora disposto como necessário a salvação humana, enquanto Verdade que nos esclarece o mistério divino. Na tradição temos a comunicação do depósito da fé confiado aos apótolos, comunicação que fora estendida aos séculos. Para assegurar a fidelidade da Igreja ao depósito da fé temos a sua autoridade constituída pelo Magistério, que é composto pelo Papa e os Bispos, como sucessores dos apóstolos. Essa instituição do Magistério fora conferida por Cristo quando confiou a Pedro as chaves da Igreja, e a ele e aos demais apóstolos a sua doutrina divina. Quem decide pela fé da Igreja, deve objetivamente decidir por essas três sagradas instituições. Quem não seguí-las está fora da Igreja.

Ora, não é admissível de modo algum que um sacerdote da Santa Igreja se levante contra o depósito da fé querendo impor o seu próprio aparato conceitual contra a Tradição, o Magistério e contra a própria Revelação contida nas Sagradas Escrituras. O que que há afinal? Ou se é da verdade, ou não  se é! Ou se está com Cristo, ou contra ele! E se a Igreja recebeu dos apóstolos o que fora instituído por Cristo, e essa comunicação se deu pela fiel Tradição, quem se opõe aquilo que ela proclama, se opõe a Cristo. Por isso, quem está contra a Igreja, não está com Cristo, quem não está com Cristo não recolhe com a verdade. É lamentável a atitude do padre, e esperamos que ele se retrate, antes que suas disvirtuadas palavras levem outros a graves desvios doutrinais.

Que o coração da Igreja, e da virgem de Fátima sejam consolados pelos santos sacerdotes que se dedicam de modo fiel no serviço aos altares e no ensino da Sagrada Verdade.

Grande abraço a todos.

Antonio Augusto da Silva Bezerra.

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